Não será por minha vontade
Não será por minha vontade
Que parará de bater este coração
Não temo a solidão
Abraço com ternura a dor
Embriago-me de alegria
Deixo-me acariciar pelo sol
Lavo a alma com chuva forte
Arrepio-me com esse frio de Inverno
E tu que esperas na minha cabeceira
Velas para que adormeça para sempre
Sabe que não será por minha vontade
Que parará de bater o meu coração
Vivo a minha vida como se fosse minha
Mesmo sabendo que me deste apenas um sopro
Fizeste-me assim frágil e fraco
Deste-me esta voz como se fosse minha
Mas esperas apenas que chegue a hora de a calar
Não penses que quero ser pedra
Não sonhes com o dia em que desejarei
Desconhecer o sentir e o sofrer
Não te a devolvo nunca
Se a queres tens de me a tirar
Nunca será por minha vontade
Que se calará esta minha razão
