Sede de Infinito

Poesia e pensamentos

Madrugada

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Recebe-nos no teu colo Lua
E esquece-te de nós dois Amanhã
Empresta-nos as tuas asas Sonho
Faz-nos do teu tamanho Infinito
Acolhe-nos no teu mais seguro castelo Segredo
Sossega mais um pouco pêndulo desse relógio

Este beijo sonho de agora
Traz nos lábios o sabor de tantas noites
O calor de tantas as manhãs
As cores de tantos sonhos
E um pouco de infinito

Se se entrelaçam os dedos
Como se Deus os tivesse sonhado assim?

Se encontro no mistério do teu olhar
Mil oceanos para atravessar?

E se no êxtase sei
Abraçaria sem medo a morte sorrindo… dizendo…
Ah Morte, nesta madrugada vivi!

Farias saber a sentido esta madrugada?
Farias saber a vida este acelerar do coração?
Farias saber a vida a vida?

Serias como um terramoto que agita esta fortaleza?
(Que de tão fraca devia ter medo, devia!)
Então porque sorrio como uma criança fascinada?

Esta noite… esta noite,
Entra na minha alma como vento forte quente
Ilumina esta escuridão como relâmpagos
E enche-me os ouvidos como trovões

Esta brisa morna é anestesia
Este quadro verde de flores entedia-me

É a lama que faz macia a pele!
E é o rebolar e sujar
Que faz rir as crianças!

Ah muito que adormeci
Acorda-me, nem que só enquanto dorme o relógio!

Escrito por João Tiago

Julho 26, 2010 às 11:43 pm

Na categoria Poemas

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